segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Soneto de Fidelidade






De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.








Vinícios de Moraes 

3 comentários:

Anônimo disse...

fazendo sucesso com o blog, eu continuo olhando ele sempre...

Cris Morena disse...

E para que continuas a olhar,para vigiar o que tenho feito?Já descobris-te algo errado que tenho feito?rsrsrs

Gravepisser disse...

Boa escolha, Vinícius e Tom Jobim serão sempre os ícones maiores da música/poesia brasileiras. ;)

Beijos